Descobri hoje na faculdade que algumas das pessoas mais agradáveis da sala me acharam arrogante nos primeiros dias. Senti-me ofendido. Por que cargas d’água deixaram de achar?
É engraçado. Nego tem um bíceps do tamanho da minha cabeça, anda por aí de regata e ninguém diz nada (ah não ser as moças, que suspiram por ele, ou os invejosos, que cochicham sobre o tamanho do pau do rapaz). Uma portadora de belos peitos faz questão de exibir as tetas em profundos decotes, e está tudo muito bem (muito, muito bem). Agora, tente citar Dostoiévski. Tente desprezar o que é reles e chão (como livros espíritas, de auto-ajuda e Dan Brown). “Arrogante!”, berram as hordas horrorizadas, já de tocha na mão. Ah, vão à merda!
Tirado daqui. O resto do post também é excelente.
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5 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Caramba… fazia mais de ano que não entrava no “Jesus, Me Chicoteia”…
Aliás… ainda não li o livro do “Balde de Gelo”. Se bem que suponho cópia literal do blog. E este já li inteiro… se é que não andaram mais escrevendo nos últimos meses.
Ahhh, isso explica muita coisa. Obrigada.
A variável antipático(a) também é válida. “Carla, eu te achava tão arrogante, antipática…” Frase clássica.
Ainda bem que há os que continuam achando. Fico feliz que assim seja.
parece que os brasileiros também conseguem ser irónicos, mordazes, e sarcásticos como deve ser. e até um pouco cáusticos. bem porreiro. sofro do mesmo mal. mas dá-me mais gozo do que me irrita.
hoje em dia quanto mais vc socializar ignorância melhor
quem procura por um mínimo de conhecimento é arrogante
vamos queimar os livros!!!!! [ Fahrenheit 451 ]
chamam-me enciclopédia na faculdade. ao menos lá ninguém fala em arrogância, são todos um bocadinho assim, cada um à sua maneira. sofri bastante com isso nos meus 14, 15 anos, mas hoje geralmente é divertido, as pessoas entendem. bem, claro que há exceções…