Passaram-se exatos 99 anos para que Grigori Perelman aparecesse com a sua demonstração para a conjectura de Poincaré.
O último teorema de Fermat levou 348 para ser provado. Somente no final do século XX Andrew Wiles pôde exibir sua demonstração para o teorema mais famoso do século XVII.
O quinto postulado de Euclides foi formulado no século III a.C., mas sua independência dos outros postulados só foi provada no século XIX, por Lobatchevski e Bolyiai.
Todos estes problemas difíceis levaram o nome de apenas um grande matemático. Ao ver que meu livro de análise propunha como exercício a demonstração do teorema de Cantor-Bernstein-Schröder (um teorema que leva o nome de três grandes matemáticos), achei que só terminaria o trabalho quando estivesse me aposentando.
Levei 15 minutos.

5 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Tempos de prova de teoremas a parte, o matemático mais fascinante para mim é o Evariste Galois, cuja história de vida aprendi em álgebra. Ele entra em uma disputa boba pela honra questionável de uma jovem mulher, tem que duelar no dia seguinte, nunca pegou em armas, sabe que vai ser morto, escreve tudo que pode de suas teorias a noite inteira e morre ao amanhecer, aos 21 anos.
Qual a sua conclusão sobre o tempo tão curto para um exercício?
eu conclui que ele é um ganda armadão.
eu conclui que ele quer dizer que ele é um piá bagual.
eu concluí que não sei o que é um piá bagual. mas também concluí que o evér só pode te razão – seja o que for, é uma expressão com um nome parvo.
Tudo bem, eu também não sei o que é “ganda armadão”.