Pois é. Fui ver Carandiru ontem à noite. A impressão que ficou do filme é que o trailer é melhor do que a obra em si. O que uma boa campanha de marketing não consegue fazer? No caso de Carandiru, conseguiu fazer do filme a maior bilheteria do ano no Brasil e ser indicado para representar o país em Cannes. Fazer o quê? Com Roberto Marinho nas costas, até eu.
O filme é recortado. Conta a história de Doutor, um médico que vai ao Carandiru fazer um trabalho voluntário na prevenção da AIDS no sistema carcerário. Até aí, tudo bem. Mas o filme não consegue manter o pique durante as mais de duas horas de exibição. No início promete bastante, mas acaba perdendo o fôlego (perdendo muito, aliás) do meio pro fim. As histórias vividas pelos presos são contadas de maneira muito superficial. Se o Hector Babenco se inspirou em Pulp Fiction pra fazer o estilo narrativo de Carandiru, errou feio. Ele poderia ter se focado em menos personagens para nos dar um panorama mais aprofundado de cada caso.
Se tu queres ver um filme sobre prisão, assista The Shawshank Redemption ou Lock Up. Com certeza são bem melhores.
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Quer ir ao cinema? Assista Matrix Reloaded. Este vale mais a pena. Apesar de não ser tão genial quanto primeiro, é bastante bom.
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