Pensando nisso, bolei uma promoção. Vou dar dois livros de presente por aqui. Mas não são dois livros quaisquer não. São os dois melhores livros da história do universo.
Ou enquanto meus olhos procuram por discos voadores no céu.
No segundo semestre de 2008 vou me mudar para o nordeste, para um estado que começa com a letra P.
Acho que todos sabem que eu odeio calor. Detesto aqueles dias em que fico suado só por respirar. Gosto do frio, de roupas compridas, de poder pensar direito sem precisa de um ar condicionado de 10 milhões de BTUs ligado só para deixar o ar menos pesado para ser respirado.
Mas durante minha vida inteira, descontando veraneios e períodos de férias, morei no mesmo lugar. Nestes 28 anos foram cinco residências diferentes, é verdade, mas todas dentro de um raio de poucos metros.
Os lugares em que morei, em ordem cronológica
Notem na imagem acima as casas (1, 2) e prédios onde morei (3, 4, 5), todos muito próximos entre si. Aliás, a segunda casa em que morei sequer existe mais. Foi demolida e uma loja de peças automotivas foi erguida em seu lugar.
Mas voltando ao calor, só os gaúchos sabem o que é o calor senegalês do verão de Porto Alegre. E só os leopoldenses sabem o que é o calor venusiano de São Leopoldo. A única diferença entre São Leopoldo e o inferno é o número de pecadores: São Leopoldo tem muitos mais.
Mas se odeio tanto assim o calor, porque vou me mudar para o nordeste? Elementar, pequenos gafanhotos:
Pennsylvania
Vou me mudar para a Pennsylvania, nordeste dos Estados Unidos, um lugar frio, com temperatura média entre 15ºC e 27ºC no mês de agosto, o mais quente do verão. Por quê? Duas semanas atrás recebi um email da Fulbright notificando minha aprovação no Graduate Program in Statistics da Penn State University.
Go Panthers Lions
Mais especificamente, vou estudar no campus de State College, uma cidadezinha de 38720 habitantes, 76,1% deles solteiros (\o/), no meio da Pennsylvania.
Porque a Pennsylvania? Porque é bem longe da California, terra de gente maluca e mal educada (e não falo de vocês, Guilherme e Taiane). Além disso, eu havia me candidatado em cinco universidades: Ohio State, Washington State, North Carolina at Chapel Hill, Gremista Colorado State e Pennsylvania State. As duas primeiras me acharam chato, bobo, feio e burro rejeitaram, enquanto as três últimas me aceitaram. Entre Gremista Colorado, North Carolina e Pennsylvannia, optei pelo programa da Penn State. Além disso, o clima na Pennsylvannia parece mais agradável (leia-se frio), além de ser no meio do caminho entre Detroit e Nova York (\o/2).
Estarei a apenas 464km de Detroit e 325km de Nova York
Ainda não sei o que é mais interessante nesta história: voltar como um profissional muito fodaço em Estatística, ser fluente em pelo menos duas línguas, conhecer gente do mundo inteiro, ter a possibilidade de assistir um show dos White Stripes em Detroit e outro dos Strokes em Nova York (suas cidades natais) ou poder comprar gadgets por preços módicos. Só sei que vai ser, no mínimo, divertido.
A única maneira de eu não ir para lá é não terminando meu Mestrado até 21 de julho ou não ganhando meu visto. Como não tenho lá muita cara de árabe terrorista, creio que bastará me dedicar ao meu atual curso para poder desfrutar desta grande chance.
Assim, já declaro abertos os projetos Coachella 2010 e South by Southwest 2011.
Não percam os próximos episódios desta emocionante saga, intitulados Como Conseguir uma Bolsa Fulbright por Acaso, Um Maluco no TOEFL e Um GRE da Pesada.
É simples, meu pequeno padawan. No Talk Like Yoda Day, assim como no Talk Like a Pirate Day, nerds do mundo inteiro pessoas com um gosto muito peculiar para filmes decidem que vão falar (dã) como o Yoda.
Tipos que tu tem prisão de ventre, certo? Aà tem que tomar o iogurte por 15 dias. Como ele tem o bacilo DanRegularis (que atualmente superou o bacilo Casei Shirota em popularidade entre os membros da flora intestinal) tu vai conseguir cagar direitinho depois deste prazo.
E agora que vocês ouviram minha seleção, que tal fazerem a sua própria mixtape e compartilharem com o mundo? É fácil, grátis e não demora muito tempo.
Linkarei as melhores mixtapes que vocês fizerem neste post.
E antes que eu me esqueça: meus podcasts finalmente voltaram ao ar.
No estado de Maharashtra, os orgulhosos pais hindus e muçulmanos sobem ao topo de uma torre islâmica de mais de 15 metros de altura e soltam seus bebês do topo, deixando-os cair em cima de um lençol branco esticado em sua base e seguro por outras pessoas.
Desde 29 de março de 2008 todos os jornais estão noticiando incessantemente o caso. No último domingo, a Record News chegou ao cúmulo de transmitir ao vivo de TODA a reconstituição do crime.
Pensem comigo. Ao que tudo indica, Anna Carolina tentou esganar Isabella. Alexandre, ao ver a filha desacordada, imaginou que ela estava morta. Com uma faca e uma tesoura, ele teria cortado a rede de proteção de uma das janelas do apartamento e lançado a menina do sexto andar.
No dia seguinte, bem cedo pela manhã, mandaria minha mulher levar seus filhos, que estavam no apartamento conosco, para visitarem a casa dos avós. Na volta da casa de seus pais, Anna deveria passar em um supermercado, que não costumava freqüentar, vestida de maneira diferente do habitual. Se costumasse usar calças, deveria ir de vestido. Se costumasse usar vestidos, deveria ir de calças. Em ambos os casos, de lenço na cabeça e óculos escuros. No mercado compraria pão, leite, margarina, refrigerante, frios, carne, produtos de limpeza, sacos de lixo, luvas de borracha e duas facas.
Em seguida, eu desceria com Isabella no colo, com sua cabeça apoiada em meu ombro, de modo que os porteiros e demais moradores vissem-me com a menina dormindo.
-(falando baixo, para não acordar Isabella) Bom dia senhor Seixas.
-Bom dia senhor Nardoni. Como vai?
-Vou bem, obrigado. E o senhor, senhor Seixas?
-Vou levando… Saindo com a pequena?
-Sim. Sairemos ela, Anna e eu. Vamos passar o dia na praia, aproveitando este domingo de sol (de folga, whatever) com a famÃlia.
-Que ótimo senhor Nardoni. Bom divertimento.
-Muito obrigado senhor Seixas. Mande lembranças minhas para sua esposa.
Ao chegar no litoral, procurarÃamos uma praia deserta. EstacionarÃamos o carro. ForrarÃamos a areia próxima ao carro com sacos de lixo cortados. EsquartejarÃamos a garota, colocando cada pedaço do corpo em um saco diferente. Os sacos sujos de sangue, juntamente com os com os pedaços da menina e os sacos que sobraram, seriam recolhidos e incinerados.
Ou jogados em alto-mar, caso eu dispusesse de um barco.
As facas compradas pela manhã e utilizadas para que Isabella ficasse melhor acomodada nos sacos plásticos seriam lavadas no mar, para que os sinais mais evidentes de sangue desaparecessem. Depois seriam quebradas e jogadas em lixeiras diferentes, se possÃvel fora do provável caminho que farÃamos de carro.
Depois almoçarÃamos sanduÃches.
Para a polÃcia, dirÃamos que estávamos na praia, comemos sanduÃches, bebemos refrigerante e pegamos no sono. Quando acordamos, Isabella não estava mais conosco. Procuramos em vão e agora precisamos que, por favor, a polÃcia nos ajude a encontrar nossa mui amada filha.
Para a mãe, eu pediria que me perdoasse, pois foi um descuido de instantes.
Antes ser acusado de negligência do que de homicÃdio doloso.