I'm a professional cynic
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Photoshop no #lingerieday? Será?

Uma maneira de se avaliar se uma foto foi manipulada digitalmente é utilizar uma técnica chamada error level analysis. Este post não servirá para explicar como o método funciona. Será apenas uma aplicação dele, precedido por uma pequena explicação de como interpretar os resultados. Pra gente, basta saber que pessoas do gabarito do Kentaro Mori acreditam neste método com uma das maneiras de encontrar manipulações em imagens.

Breve introdução

Error level analysis nada mais é do que ressalvar uma imagem em .jpg em diferentes qualidades para perceber se houve (ou não) alguma alteração digital. De acordo com o método, quando salvamos diversas vezes uma imagem e comparamos com a original, podemos estimar quantas vezes ela foi salva. Imagens que não sofreram alterações terão todas as suas partes salvas o mesmo número de vezes. Assim, se algumas partes da imagem são de arquivos diferentes ou foram manipuladas de alguma forma, o nível de ruído nestas partes será diferente. Há que se ressaltar que os limites entre áreas diferentes, bem como possíveis partes vermelhas das imagens apresentam variações no ruído similares às das partes editadas, mesmo que nunca tenham sofrido tal expediente.

Utilizei uma ferramenta online para realizar minha análise, até mesmo pela sua facilidade de uso. O site em questão é o Image Error Level Analyzer, que exige apenas uma imagem salva no formato .jpg para ser utilizado. Como benchmark, utilizei uma foto minha no flickr. O original e a alteração estão abaixo:

Photoshop no #lingerieday? Será?

Perceberam o pequeno detalhe que adicionei na imagem de baixo? Agora, o error level analysis de ambas as imagens:

Photoshop no #lingerieday? Será?

Reparem que na primeira parte, a imagem tem um erro aleatório constante por toda sua extensão. Entretanto, quando analisamos a segunda parte da imagem, a parte com o smiley está escurecida, destoando do restante da foto. Embora não nos dê 100% de certeza, isto indica que houve algum tipo de alteração nesta imagem. A análise original está disponível online.

Análise

Isto posto, resolvi escolher duas fotos para analisar neste post, em poses similares. Uma que parece ser original e outra que tem fortes indícios de ter sido manipulada. As fotos foram retiradas do tumblr do lingerieday e são de garotas anônimas.

Photoshop no #lingerieday? Será?

Nesta primeira imagem, é fácil notar a quase total prevalência de áreas com ruído uniforme, como na minha foto original. Ou seja, os erros gerados através do error level analysis são distribuídos uniformemente em toda a extensão da imagem. Percebam que, claramente, a bunda da garota possui as mesmas características da parede, indicando assim que provavelmente não houve retoque na menina. Link para a análise original.

Photoshop no #lingerieday? Será?

Já este exemplo indica o uso de ferramentas de edição de imagem. Notem que toda a área esquerda da imagem está mais escura que a parede da direita. O resultado aqui foi bastante similar ao do smiley todo trabalhado que adicionei na minha foto do flickr. Além disso, o cabelo apresenta uma distribuição de ruído diferente do restante do corpo, ao contrário da primeira foto. Neste caso, é bastante forte o indício de uso de um programa de edição de imagem. Link para a análise original.

Conclusão

Nenhuma. O método utilizado aqui não dá 100% de certeza, embora nos dê fortes indícios de quando algo ocorreu. Entretanto, aliado ao olho treinado de um profissional da fotografia, pode ajudar a desmascarar algumas fraudes que surgirem por aí.

Antes que me acusem de querer boicotar ou desmerecer o #lingerieday, esta nunca foi minha intenção. Apenas quis aproveitar o hype do momento e mostrar que há uma maneira simples para os leigos como eu verificarem se aquilo que estamos vendo por aí é de verdade ou não.

Agora, se algum de vocês tiver dúvidas sobre alguma foto ter sido editada ou não, já sabem que podem recorrer ao Image Error Level Analyzer para verificar suas suspeitas.

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Brilha Brilha Estrelinha

Quem nunca ouviu a a história de que, quando morremos, viramos uma estrela no céu? Há dois motivos principais que me incomodam nesta história.

O primeiro deles é que muita gente já morreu neste planeta. Segundo estimativa de 2002, haviam 6.215.000.000 de pessoas vivas, enquanto 106.456.367.669 já haviam nascido nesta terceira rocha a partir do Sol. Uma simples subtração mostra que mais de 100 bilhões (ou exatamente 100.241.367.669) de pessoas já morreram por aqui. Se cada uma delas tivesse virado um pontinho brilhante no céu noturno, simplesmente não teríamos mais noites devido ao excesso de pontinhos brilhantes.

O segundo é que uma estrela é algo deveras grande e pesado. Muitas vezes mais pesado do que o planeta Terra, que não virou estrela justamente por ter matéria de menos. Como qualquer ser humano pesa menos do que o planeta inteiro, é fácil ver que um homem também não possui massa suficiente para virar estrela.

generic humanoid carbon unit
generic humanoid carbon unit

Entretanto, somos todos unidades humanóides feitas de carbono. Mais precisamente, somos 18% carbono. Mais precisamente ainda, somos

  • Oxigênio (65%)
  • Carbono (18%)
  • Hidrogênio (10%)
  • Nitrogênio (3%)
  • Cálcio (1,5%)
  • Fósforo (1,0%)
  • Potássio (0,35%)
  • Enxofre (0,25%)
  • Sódio (0,15%)
  • Magnésio (0.05%)
  • Cobre, Zinco, Selênio, Molibdênio, Flúor, Cloro, Iodo, Manganês, Cobalto, Ferro (0,70%)
  • Lítio, Estrôncio, Alumínio, Silício, Chumbo, Vanádio, Arsênio, Bromo (apenas traços)

Estes elementos não surgiram na Terra. Alguns deles são feitos justamente em estrelas que, devido às altas pressão e temperatura, fundem átomos mais leves e básicos para formar elementos mais pesados. Eles jogam estes elementos no espaço como poeira, sujeira mesmo, e em quantidades adequadas, eles se juntam e formam outros planetas.

Como a Terra. Todos somos, no fundo poeira estelar. We are all made of stars, como Moby já disse há tempos.

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A Janela de Euclides

A Janela de Euclides

Página 216 do livro A Janela de Euclides, do Leonard Mlodinow, o mesmo autor de O Andar do Bêbado.

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Uma Mulher É Uma Mulher

Uma Mulher É Uma Mulher

Grande filme, que já havia aparecido por aqui num gif animado.

Dizem por aí que é um dos filmes preferidos do tiagón.

Dizem.

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Inverno infernal

Bastaram dois invernos nos EUA, com temperaturas abaixo de 10 graus negativos, pra eu me desacostumar com o úmido frio gaudério e perceber como o Rio Grande do Sul é gelado nesta época do ano. Nunca, em toda a minha vida em State College, eu senti tanto frio como nesta última semana aqui em São Leopoldo.

Com isto em mente, resolvi pegar as cenas que fiz na minha vizinhança em fevereiro passado, ápice do inverno statecollegiano, editar e publicar no blog. Acabei não fazendo na época em que elas foram gravadas porque eu tava bastante ocupado com o doutorado.

E com Uncharted 2.

Inverno em State College from grandeabobora on Vimeo.

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  • Institucional

    A Grande Abóbora, o blog do Marcus.

    Uma explosão de sabor.

    Saiba mais sobre mim lendo meu about.

    Ou não.