1- Tua idade ultrapassou o número do teu sapato.
2- Não encontrar uma explicação que o vídeo abaixo tenha sido gravado.
Atualmente, só me encaixo no item 2.
Não ia comentar sobre isso, até porque meus leitores (ou a maioria deles) já devem ter acompanhado o que aconteceu no twitter ou, pelo menos, devem ter assistido ao vídeo do Cardoso que ilustra o caso (feito graças à sugestão da minha cunhada Sameshima).
Mas isto que vou contar agora não poderia passar em branco.
Através do Morróida, descobri que existe um site chamado Fora Sarney. Nele, o “protesto” corre solto. Pra sacar o nível dos participantes, só precisei ler até o terceiro comentário que me apareceu:

AINDA BEM que não somos massa de manobra. Afinal, nunca somos facilmente seduzidos pela primeira ideia idiota que aparece na nossa frente.
Eu incluso, é claro.
Em tempo: sigam os bons do twitter que fazem bom uso da tag #ficasarney, uma campanha propagada pelo maior stand-up comedian do país: Nigel Goodman.
Hoje no mercado, encontrei o seguinte papel higiênico:

Sentido? Não trabalhamos.
E confesso que não entendi a embalagem. O que foi tentado passar através dela?
Que o papel é tão macio quanto um filhotinho de labrador? Ora, me perdoem os publicitários, mas esta é uma ideia idiota, pois eu nunca limpei a bunda com um cachorro pra saber se é macio ou não.
Ou este papel deveria ser usado para limpar a bunda de nossos cães? Pergunto isso porque não sabia que cachorros necessitassem limpar sua bunda. Aliás, a Lilica quando precisa usar deste expediente e minha mãe não está olhando, usa o tapete da sala e não parece se incomodar com a situação.
Alguém tem alguma outra interpretação para qual o motivo de haver um cachorrinho estampando esta embalagem?
Antes de O Lutador (The Wrestler, 2008), eu só havia assistido um filme do diretor Darren Aronofsky. No caso, π (Pi). Reconheço que não ter gostado deste seu filme anterior foi o fator preponderante para que eu demorasse a me interessar pelo novo.

O filme conta a história de Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke), que tem este nome graças à sua memória, que sempre se apaga quando ele se desliga. Acompanhamos alguns momentos de sua vida após o ocaso de sua carreira, quando ele saiu do mainstream da luta livre para o circuito de pequenos shows mambembes.
Se à primeira vista parece um drama comum, a maneira com a qual Aronofsky decidiu realizar é sublime. Como se fosse um documentário, a câmera segue The Ram, quase sempre filmando suas costas. Isto acaba dando um ar mais real à película.
Sem entrar no mérito do filme ser uma metáfora para a própria carreira de Mickey Rourke, O Lutador é uma ótima obra a respeito da velhice e solidão.
Cotação: ★★★★☆
Esta resenha é parte do projeto Um Filme Por Semana. Para ler as outras resenhas, clique aqui.
Posso contar porque o jogo de hoje me deu esperanças em um bom desempenho brasileiro na Copa de 2010?

Fala, bem
Ao contrário da seleção de 2006, na qual o quadrado mágico (que na época eu já havia criticado) não me inspirava confiança, eu acredito um pouco mais no meio de campo da seleção atual. Mesmo com o Dunga utilizando, às vezes, volantes demais.
O que se há de destacar no time atual foi a sua capacidade para reação, especialmente no jogo de hoje. Enquanto a equipe de 2006, após levar o gol da França, se comportou como um bando de pokemóns fodidos, a de hoje foi brava, saindo para o jogo, principalmente no segundo tempo.
Se no início da Era Dunga como técnico da seleção ele deixava muito a desejar (hoje é só um pouco), atualmente não há o que reclamar do nosso técnico. Além de liderar as eliminatórias para a Copa do Mundo, foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações. A seleção jogou mal nestes campeonatos? Pode ser, mas eu sei o que pode ter se passado.
Nos dias atuais, é quase impossível jogar como em 1958, 1970 ou 1982. O futebol moderno não permite que um jogador receba a bola, domine, olhe o jogo e aí decida para quem e como passar. Não há tempo para isso. Assim, um jogo um pouco mais feio, mas que traga resultados, é preferível a jogar bonito.
E o que importa, no final, é ser campeão.
Um ponto de semelhança entre a seleção atual e a campeã de 2002 é que, na trajetória de ambas, houve um jogo que marcou uma ruptura entre o mau desempenho e a campanha vitoriosa. Se para a seleção antiga foi a partida Honduras 2×0 Brasil, para esta foi Brasil 6×2 Portugal, de virada. Notem que, desde o final do ano passado, parece que tudo começou a se ajeitar.
Novamente, um jogaço.
Novamente, de virada.
Como eu disse, o que realmente há de se destacar neste time é sua capacidade de reação perante as adversidades, sua capacidade de não esmorecer e continuar tentando, enquanto é possível.
Portanto, que venha a Copa do ano que vem.

Comédias adolescentes de qualidade são cada vez mais raras hoje em dia. Tentando emular um gênero esquecido há tempos, o diretor independente Jared Hess nos leva até Preston, Idaho, interior dos EUA.

Napoleon Dynamite é o personagem central do filme homônimo. Vivendo com a avó, o irmão mais velho de 32 anos e não sendo alguém popular na escola, Napoleon tem só um amigo, Pedro, um imigrante mexicano. Aliás, o plot principal do filme é a eleição de Pedro para a presidiencia do Grêmio Estudantil, numa disputa com a líder de torcida mais popular do colégio.
Além disso, o filme se passa numa época incerta. Apesar do irmão de Napoleon ser viciado em bate-papos na internet e Larger Than Life (dos Backstreet Boys) já ter sido lançada, os personagens todos se vestem como se estivessem nos anos 80.
É um filme que vale conferir, apesar de não estar no mesmo nível das comédias clássicas da Sessão da Tarde.
Cotação: ★★★☆☆
Esta resenha é parte do projeto Um Filme Por Semana. Para ler as outras resenhas, clique aqui.
Como uma última homenagem ao Michael Jackson, neste momento de sua morte, posto aqui uns gifs animados sensacionais dele.
Espera um pouco que demora pra carregar.






Via GIF PARTY.
Como diria Keyser Söze, o maior truque do diabo foi convencer a todos de que ele não existia. Isto se aplica muito bem a Jim Carrey.

Lloyd Christmas
Aposto que, quando vocês ouvem seu nome, logo lembram de caretas e comédias escrachadas. Mas o grande intérprete de Lloyd Christmas sempre primou por ter belas mulheres nas películas em que atuava. Para provar meu ponto, listarei aquelas que são as mais desejáveis dentre elas.
Cameron Diaz

Filme: O Máscara
Personagem: Tina Carlyle
O personagem de Jim Carrey pegou? Certamente. Em um de seus primeiros papéis de destaque no cinema, o ator que interpretava Stanley Ipkiss deu uns catos na dançarina namorada do mafioso da cidade. Tudo na ficção, claro.
Renée Zellweger

Filme: Eu, Eu Mesmo e Irene
Personagem: Irene P. Waters
O personagem de Jim Carrey pegou? Não só catou a Irene, como fez isso com suas duas personalidades.
Jennifer Aniston

Filme: Todo Poderoso
Personagem: Grace Connelly
O personagem de Jim Carrey pegou? Sim. Eram casados no filme.
Kate Winslet

Filme: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança
Personagem: Clementine Kruczynski
O personagem de Jim Carrey pegou? Sim, mas graças a uma empresa de apagamento de memória, durante um tempo ambos esqueceram-se disto, embora no final do filme terem tornardo a se pegar novamente.
Zooey Deschanel

Filme: Sim Senhor
Personagem: Allison
O personagem de Jim Carrey pegou? Fazendo um trocadilho com o nome do filme, sim senhor.
Paris, maio de 1968.
Pequim, junho de 1989.
Caras-pintadas, outubro de 1992.
Internet, anos 2000.
Apesar de díspares, estes locais têm algo em comum. Todos eles foram (ou são) propícios para a fina arte do protesto. Pessoas que estavam descontentes com algo reclamaram seus direitos e foram às ruas, exigindo mudanças.
Mas estudantes organizarem uma greve geral na Sorbonne e enfrentar os tanques do exército chinês não é algo fácil. Até mesmo pintar a cara de verde e amarelo dá muito trabalho.

Mas a terra sem lei da internet permite que possamos nos rebelar contra tudo o que há de errado no mundo. E sem sair da frente do computador, o que deixa tudo ainda melhor.
Acompanhe comigo algumas das formas que tu, que foi criado dentro de um apartamente, bebendo Ovomaltino e leite com pêra, tem pra protestar contra o sistema sem precisar se esforçar muito.
Petition Online
Lembra dos bons tempos do colégio, onde a turma inteira estava boiando no conteúdo da aula de potuguês e bastava pegar uma folha de caderno, cada um escrever seu nome e assim “pressionar” o professor a adiar a prova?
O sensacional website Petition Online permite que isto seja feito em nível global. É possível fazer petições a respeito de qualquer coisa.
Há desde uma petição para Barack Obama pedindo o fim da Política intervencionista americana contra as Democracias na América do Sul, Latina e Central até uma com 48 assinaturas pedindo a vinda do All Saints ao Brasil.
Aposto que se o presidente da Coreia do Norte receber o link de algo assim, ele vai parar de testar armas nucleares.
Na hora.
Blogs
Nestes tempos de interwebs 2.0, nada mais fácil do que criar um blog para denunciar as mazelas do mundo. Basta ir no blogspot e com meia dúzia de cliques já é possível escrever um novo Manifesto Comunista.
Alguns mais abastados compram domínios e hospedagem para poder divulgar sua causa. Outros chegam a fazer banner de seus projetos, de modo que as palavras de ordem possam ser melhor divulgadas.
Dentro deste espírito já tivemos o blogs para os manifestantes dos movimentos Free Burma, Cansei e Não reeleja ninguém, por exemplo.
Pessoas que, certamente, não enfrentariam a tropa de choque da polícia e suas balas de borracha num evento popular.
Manifestantes do twitter são como os tiozões de antigamente que se reuniam na praça pra “discutir” política. Sabe aquele teu parente, em geral meio barrigudo e careca, que sempre tem opinião sobre tudo? Quando tu é criança e pesca as conversas dos adultos, tu até pensa que o cara sabe de algo.
Mas aí tu cresce e descobre que o cidadão não faz nada além de repetir o que se fala nas colunas da Zero Hora, do Correio do Povo ou no Flávio Alcaraz Gomes e os Guerrilheiros da Notícia.
O manifestante do twitter nada mais é do que a versão conectada deste tiozão, com um diferencial. Enquanto os velhos tem que se lembrar do que foi dito e pelo menos, exercitar sua memória, o usuário do twitter que mostra sua indignação com o mundo só precisa mudar seu avatar, retwitar a mensagem de outra pessoa ou adicionar a #tagdeprotesto em suas inserções politizadas.
Ou faz tudo isso ao mesmo tempo.



Portanto, ser um manifestante neste mundo da interwebs 2.0, repleta de mídias sociais e web apps, é ainda mais fácil que era no passado. Como diria meu amigo Roberto,
Mudança de avatar: o cyberativismo que funciona.
Ou seja, hoje pra ser um ativista, tu não precisa nem sair de casa.
Em algumas situações, não precisa nem saber pensar. Basta ir na onda dos outros.



